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  • Emilio Neto

Trabalhadores Esquecidos

Você já foi ao supermercado e quando chegou ao caixa as mesmas coisas dobraram de valor?

Foi pensar em matricular o filho na escola e o orçamento não comporta mais os estudos da família?

Ou quem sabe você foi programar suas férias, mas o valor das estadias e gatsos inviabilizou tudo.

Eis a inflação, não considerada no “salário mínimo”, fazendo seus estragos dentro de um governo dito neoliberal.

Só para você ter uma Idea, fizemos as contas e com o valor do aumento do salário mínimo hoje, você compra exatamente 5kg de arroz, uma lata de óleo e um quilo de feijão.

Completamente distante da voracidade da inflação no país o salário mínimo volta a ser preocupação dos trabalhadores que começam novamente a adentrar na linha da pobreza e da miséria social.

Parafraseando um grande cantor e compositor da música popular brasileira, na década de 80, ecoamos em verso e prosa a realidade que se repete agora: “e o trabalhador até a morte trabalhava mas o dinheiro não dava para ele se alimentar, e ouvia as sete horas o noticiário que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar”. Voltamos no tempo, perdemos os direitos, estão lutando para que percamos a saúde, o décimo terceiro, as conquistas do trabalhador em nome de uma ideologia nefasta e cruel de sacrificar o trabalhador e premiar as elites.

Cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que esses R$ R$ 1.088 representam menos de um quarto (24,1%) do valor necessário para garantir o sustento de uma família de quatro pessoas. Em julho, o salário mínimo necessário para cobrir os gastos essenciais de dois adultos e duas crianças deveria ser R$ 4.420,11.

Não fosse a oposição ao governo no congresso se articular e protestar, o auxílio emergencial seria de R$ 200,00, e ainda algumas vertentes neoliberais desejavam que os patrões pudessem suspender o pagamento de salários por 3 meses, ou negociar diretamente uma redução com seus funcionários.

Chegamos ao limite do desprezo de um governo sobre o trabalhado brasileiro, nunca antes vimos tamanho ataque às instituições que protegem o cidadão, e tamanha falta de compaixão por quem “carrega” o Brasil nos braços.

Hora de reagrupar a população, fortalecer a democracia e bradar aos quatro ventos as injustiças que estão sendo cometidas contra as famílias brasileiras, antes de virarmos escravos de um “faraó” tresloucado e egocêntrico.



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